O que vimos no Vale!

Atualizado: 20 de Fev de 2019


O Silício é o que dá nome ao Vale, mas o que vimos é que a matéria prima desse lugar é mesmo o Propósito! A forma única como conhecimento, rebeldia e capital se combinam para criar um ambiente super inovador e que continua atraindo talentos de todo o mundo com o objetivo de gerar impacto.


Nesse artigo você vai encontrar o conteúdo que trouxemos do Vale e compartilhamos no Meetup Look to New Ways em Brasília! Para quem não pode acompanhar com gente, é só conferir tudo aqui! :)

Alguns dados do Vale para começar!


fonte: Startse (2019)

+ concentra 26% do capital de risco do mundo, 51% dos Estados Unidos

+ se fosse um país, a Califórnia seria o 5º mais rico do mundo. Se fosse um estado, a Bay Area seria o mais rico do país

+ estrangeiros são 51% da população

+ 75% da população ativa está envolvida em trabalhos na área de tecnologia

+ saíram do Vale inovações que revolucionaram a tecnologia e permitiram o desenvolvimento de soluções que hoje fazem parte da nossa vida!


Placa em frente a famosa garagem da HP! Foi aqui que surgiu a empresa que leva o título de fundadora do Vale do Silício.

O Vale do Silício é impressionante por vários motivos, e esses dados ajudam a ter uma dimensão do que é esse lugar! Uma história que se confunde com a própria história dos Estados Unidos, começando pela corrida do ouro no século 19 que iniciou a ocupação da região por gente de diversos lugares, passando pela criação de Stanford pensada para ser um centro de referência em engenharia, e que se transformaria também em um polo de empreendedorismo. Sem falar da Corrida Espacial durante a Guerra Fria, que deslocou para a região um volume gigantesco de investimento em tecnologia e confirmou a região como uma referência em inovação e desenvolvimento tecnológico.




Sede do Airbnb em San Francisco! O ambiente reproduz a experiência gerada pelo negócio, e é uma das maneiras de comunicar o propósito da empresa para os colaboradores.

Uma característica dos negócios nessa região é a exponencialidade e foco de atuação global, um contraponto ao modelo tradicional com foco local e linear. A democratização e uso da tecnologia é o que permite que pequenas iniciativas de empreendedorismo atinjam altos índices de crescimento em um espaço de tempo muito curto, isso porque a capacidade de gerar retorno deixa de ser proporcional à quantidade de recursos necessários. Um bom exemplo dessa diferença é a disrupção causada pelo Airbnb: para que uma rede tradicional de hotéis aumentasse de forma significativa seu resultado, era necessário um grande investimento na expansão da rede. Utilizando tecnologia, o Airbnb desconstruiu esse modelo físico e linear se tornando a maior rede de hospedagem do mundo, sem ter um único quarto de hotel.


Mas tudo isso, dos modelos de negócio inovadores aos números incríveis, é visto como outcome do Vale do Silício por quem vive de perto essa realidade. Lá uma frase muito utilizada ultimamente ganha sua escala máxima: "É muito mais sobre pessoas do que tecnologia". Para começar, voltando ao pensamento global e exponencial, isso só vira realidade se o negócio é capaz de reproduzir no seu time a diversidade que vai encontrar no mercado! E aqui vai mais um dado impressionante: 51% dos moradores do Vale nasceram em outro país, quando falamos dos trabalhadores do mercado de tecnologia, esse número sobe para 70%!


Toda essa diversidade é envolvida por um ambiente empreendedor favorecido por três características combinadas de forma única nessa região: Rebeldia, Conhecimento e Capital! Sobre capital, já compartilhamos alguns números que mostram o volume de investimento disponível para os empreendedores do Vale! A rebeldia é a forma como as pessoas se comportam diante da realidade, com um mindset de "resolvedores de problemas", sempre questionando como as coisas foram feitas até hoje e buscando novas formas. Fica por conta do conhecimento a capacidade de solucionar os problemas encontrados de forma única e usando muita tecnologia. Já falamos de Stanford, mas a região da Bay Area conta ainda com uma outra universidade referência, Berkley, além de atrair talentos das mais renomadas instituições do mundo! Mas o conhecimento formal vindo de grandes instituições não explica tudo, o autodesenvolvimento e protagonismo na busca por conhecimento também são muito marcantes nos profissionais do Vale do Silício.


Frase que encontramos no HQ do LinkedIn em San Francisco. Tudo a ver com a Cultura de simplicidade e foco no que realmente importa, que é característica do Vale!

E não tem como falar de Vale do Silício sem falar de simplicidade! Isso se reflete desde a maneira de se relacionar até a maneira de fazer negócios. A burocracia e o ego encontrados nas empresas tradicionais podem apresentar barreiras a inovação e diminuir a velocidade de iniciativas importantes para o negócio. Isso pode tirar um empresa do jogo considerando a velocidade em que o mercado evolui, portanto, a informalidade e o foco no que realmente é importante fazer para gerar um resultado é que direcionam as ações.


Resolver problemas, foco no que realmente importa para gerar valor de forma simples o mais rápido possível... para o CLIENTE! As empresas do vale invertem a ordem de prioridade dada a acionistas, colaboradores e clientes: geralmente priorizados nessa ordem por empresas tradicionais, as empresas no vale colocam o cliente como foco de suas ações, em seguida os colaboradores e a geração de valor para acionistas é vista como consequência de um produto que se conecta profundamente com os valores e necessidades de seu público. Esse foco se transforma em verdadeiros propósitos, disseminados e vividos por todo o time. É essa conexão de valores e identificação com propósitos que atrai pessoas brilhantes com o objetivo de gerar impacto no mundo de alguma forma.


Esse é o Martin, Arquiteto de Performance do LinkedIn, uma das pessoas com quem conversamos na missão. Um exemplo da "liberdade com responsabilidade" dada aos colaboradores é a ausência de política de férias: as pessoas se alinham e decidem como vão tirar os seus dias de descanso!

A essa altura você com certeza já chegou à conclusão de que a forma de fazer gestão de pessoas por lá também é bem diferente. É claro que cada empresa tem sua característica, algumas com processos mais claro e participação mais próxima do RH no dia a dia, como é o caso do LinkedIn, e outras com ausência de processos e que se baseiam na "liberdade com responsabilidade" dos colaboradores, como na Netflix. Mas o que é comum a todos é o valor dado a um propósito claro e comunicado para todos os colaboradores. É necessário dar contexto e informação necessária para que decisões alinhadas sejam tomadas em todos os níveis! E isso se reflete , inclusive, na agenda dos CEOs: em empresas como Google e Facebook, 40% do tempo deles é dedicada a assuntos relacionados a pessoas!



Mas e sobre robôs acabando com os nossos empregos? Afinal, essa sempre é uma questão quando o assunto é tecnologia! Em uma conversa com o VP de Futuro do Trabalho da Singularity, ouvimos que todos esses dados sobre quantos empregos deixarão de existir e, até mesmo, quantos serão criados, na verdade são estimativas, e que o foco na verdade deveria ser em como garantir a transição entre o tipo de trabalho que fazemos hoje e o que vamos fazer no futuro! E isso dá um tom para o RH: devemos cada vez mais apoiar pessoas e empresas a diminuir o gap entre competências existentes hoje no mercado e competências necessárias para executar os "novos trabalhos". Devemos ser capazes, tanto de adotar para nós, quanto de disseminar para as empresas em que atuamos, o conceito de Lifelong Learning, ou seja, a capacidade de se reinventar, aprender, desaprender e reaprender!


Turma de Lifelong Learners da Missão RH no Vale do Silício!

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