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Transformação ágil e digital: muito mais sobre pessoas

Selecionamos nesse artigo alguns pontos que acreditamos fazer toda a diferença para o sucesso de iniciativas de transformação ágil, digital e inovação em qualquer empresa. E isso tem muito mas a ver com pessoas do que podemos imaginar!

Métodos Ágeis, Transformação Digital, Nova Economia, novas relações de trabalho e outros temas relacionados tem feito parte de muitas das nossas conversas aqui na nw2 e, com certeza, de muitos de vocês. Há algumas semanas, em um desses papos, uma pessoa que trabalha na área corporativa de uma grande multinacional nos perguntou: como fazer tudo isso acontecer em uma grande empresa, que já tem processos estabelecidos, receita para manter e muito trabalho ocupando os dias dos times?


E aí? Pergunta nada fácil de responder, e desafio realmente grande para as empresas que já entenderam que precisam não mais se preparar para o futuro, mas reinventar a forma como trabalham no presente para continuar gerando resultados e... existindo!


Como um dos nossos trabalhos nos últimos meses foi exatamente esse, apoiar uma empresa já consolidada a implementar transformação digital e mindset ágil em suas áreas corporativas, alguns pontos importantes logo surgiam e queremos compartilhar também com vocês nesse artigo. São muitas as empresas, métodos, bibliografia e casos dedicados a esse tema, muito conteúdo relevante compartilhado! Mas o objetivo aqui é contar um pouco do que vimos fazendo diferença no dia-a-dia.


Vamos começar por:


1 | Times


Voltando à conversa que abriu esse artigo, uma das situações que falamos foi: uma ótima ideia que trará uma inovação super importante para o negócio surge em uma reunião. Todos se empolgam, já começam a discutir alguns detalhes e no final o gestor da área questiona se é possível tocar o projeto em paralelo ao trabalho do dia a dia.


Nesse ponto, o que faz toda a diferença é a existência de times que estão dedicados a levar a empresa a um novo patamar, que são estimulados a pensar em inovações, que tem espaço para propor, e acima de tudo, quando saem da reunião de planejamento, tem como objetivo principal fazer aquilo virar realidade.


Falando da experiência na empresa em questão, a iniciativa de inovação começou apenas realocando algumas pessoas que antes trabalhavam de forma apartada nas áreas de negócio e tecnologia, para os squads. Devido à separação tradicional das áreas antes disso, no começo existia aquela cultura do “nós x eles”. Com o fortalecimento do time, hoje é claro para todos que se algo dá certo é sucesso do squad, se dá errado, toda o squad tem que se mobilizar porque o resultado é de todos.


Temos os times, mas trabalhar da mesma forma não trará novos resultados, então vamos ao próximo ponto:


2 | Como esses times trabalham


E aqui falamos de um time que realmente consegue colocar em prática o mindset ágil, muito mais que executar frame x ou y. O que isso quer dizer?

  • Times com prioridades bem definidas

  • Times que conhecem a visão para a qual estão trabalhando

  • Times multidiscplinares, com autonomia para entender o problema, traçar e testar hipóteses


Os times que acompanhamos começaram adotando o modelo Spotify, mas depois de alguns ciclos de entrega, com os aprendizados e entendimento mais profundo da realidade, o modelo padrão deu lugar à combinação de melhores práticas de frames como Scrum e Kanban para garantir que o mindset ágil fosse vivenciado, mas de forma adequada às necessidades do time.


Mas agilidade não é só sobre como as pessoas se organizam para trabalhar, mas muito também sobre o porquê daquele trabalho, o que realmente vai gerar resultado? Com isso vem outro ponto muito importante:


3 | Times com foco no cliente e apaixonados por problemas, não soluções


Em um primeiro momento, os squads receberam listas enormes de soluções ou funcionalidades solicitadas pelas áreas aos POs como solução para os problemas que vinham enfrentando. Com o passar do tempo, todos apreenderam que discutir e entender o problema a fundo, em conjunto, é o que garante as melhores soluções. Nesse ponto, os OKRs também apoiam muito! Afinal, os times olham para a estratégia corporativa e entendem quais problemas devem ser resolvidos, usando tecnologia e inovando nos processos, para apoiar a entrega de resultados.


Parte desse aprendizado foi a visão do quanto etapas de discovery (entendimento de problemas, hipóteses, testes, etc) são importantes para o sucesso no desenvolvimento de soluções. Isso porque os times começam muito focados já no delivery, e muitas vezes esse desenvolvimento toma caminhos que se afastam do real problema a ser resolvido simplesmente por falta de visão do cliente.


Ainda quanto ao foco no cliente, ficou claro que a chave tinha virado quando no fim de uma review (reunião em que são apresentadas as entregas do período às partes interessadas), um dos desenvolvedores falou espontaneamente: "não estamos ouvindo o usuário". Todos entenderam que não tem código perfeito ou tecnologia de ponta que dê resultado se não trabalharem de forma iterativa, próximos dos clientes.


E aqui vem um ponto chave para que transformações como essas tenham sucesso: a maneira de fazer gestão de pessoas é completamente diferente!


É necessário um olhar totalmente diferente para times que trabalham nesse modelo. Os processos tradicionais de pessoas podem não se encaixar mais, como é o caso de avaliações de desempenho com ciclos anuais, gestão de performance focada no desempenho individual, etc. Sob um ponto de vista mais amplo do negócio, é necessário que Cultura e Valores estejam alinhados com esse novo mindset proporcionando um ambiente favorável. Desenvolvimento e carreira também são frentes profundamente impactadas por esse tipo de transformação. Ou seja, o RH também tem um papel fundamental no sucesso desse tipo de iniciativa e deve ser capaz de apoiar a empresa e pessoas em suas novas necessidades.


Mas os resultados são visíveis! Voltando ao case que falamos há pouco, após 6 meses de atuação dos squads, a percepção das áreas clientes é de que em 6 meses já tinham sido implementadas mudanças que trataram dores não resolvidas há pelo menos 2 anos trabalhando no modelo tradicional. Como esses trabalho era focados em inovação e automatização em processos corporativos, o trabalho dos times ágeis já geraram resultados como: redução 70% do tempo gasto em processos críticos da área financeira com impacto direto na receita da empresa; em frentes relacionadas à área de RH, soluções tecnológicas implementadas pelos squads geraram evolução média de 30% na satisfação de colaboradores em pontos como feedback e liderança.

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